Não fumo cigarro, nem cachimbo.
A ansiedade do vício não preenche as horas.
Arroz, feijão, salada, calabreza e fritas.
"Um comercial, por favor, com um suco de laranja, pra agora!"
Pago pra comer comida de bar, daquelas que duram horas no estômago.
E ainda está aqui, me fazendo lembrar do almoço na hora do jantar.
A chuva devolve a realidade. O céu nublado entrega a melancolia via sedex.
O sistema nervoso desregula, a cabeça coça sem Denorex.
A alma acha o corpo estranho e o mantém inerte, sem andar.
Como alguém que perde a sunga no mar.
Espero por um parêntese, uma emersão, um alento.
Levantar.
E continuar andando em silêncio.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
DOWN
É.
Somos frutos das nossas decisões, diria uma árvore temporal.
Olho a foto de um menino de 6 anos na parede, de ingenuidade pura e espírito indefeso.
Estudou a vida inteira, brincou como qualquer um.
Fez escolhas durante a vida: seguiu e ignorou conselhos. E é feliz?
Enfim.
Recebi a maravilhosa notícia de que o filho de um amigo nasceu, mas em pouco tempo esqueci: "Tá pronto? Tô mandando outro pra você, hein! E aí?"
A notícia caiu no esquecimento porque clientes mimados queriam coisas prontas no prazo.
A chuva, que deveria limpar a rua, fez brotar lixo dos boeiros, que enxarca as calçadas de sujeira.
E, inclusive, três miseráveis durante o caminho me chamaram a atenção: "Se puderem contribuir eu agradeço!" / "Um trocado para o alimento, senhor" / "Por favor, um minuto, garoto, vem aqui."
As decisões que tomei caem como uma lápide na cabeça, e me deixam tonto.
A tristeza domina, a carne é fraca e a gente se apega a qualquer vício.
A gente de desespera porque as coisas tomaram outro rumo, e os sentimentos que nos inspiram e nos dão confiança caem como um pão de forma com o lado da geléia pra baixo.
As filas quilométricas, a garoa na cara, as tarefas ordinárias, esqueço o guarda chuva, o sistema do bilhete único caiu, a senha do seguro não dá porque os bancos estão em greve, o seu ônibus vai embora quando você tá chegando no ponto. Sempre.
Quando as conveniências do sistema não funcionam, a gente se fode.
"Vou parar de andar com você. Você é muito zicado!" - minha namorada.
Somos frutos das nossas decisões, diria uma árvore temporal.
Olho a foto de um menino de 6 anos na parede, de ingenuidade pura e espírito indefeso.
Estudou a vida inteira, brincou como qualquer um.
Fez escolhas durante a vida: seguiu e ignorou conselhos. E é feliz?
Enfim.
Recebi a maravilhosa notícia de que o filho de um amigo nasceu, mas em pouco tempo esqueci: "Tá pronto? Tô mandando outro pra você, hein! E aí?"
A notícia caiu no esquecimento porque clientes mimados queriam coisas prontas no prazo.
A chuva, que deveria limpar a rua, fez brotar lixo dos boeiros, que enxarca as calçadas de sujeira.
E, inclusive, três miseráveis durante o caminho me chamaram a atenção: "Se puderem contribuir eu agradeço!" / "Um trocado para o alimento, senhor" / "Por favor, um minuto, garoto, vem aqui."
As decisões que tomei caem como uma lápide na cabeça, e me deixam tonto.
A tristeza domina, a carne é fraca e a gente se apega a qualquer vício.
A gente de desespera porque as coisas tomaram outro rumo, e os sentimentos que nos inspiram e nos dão confiança caem como um pão de forma com o lado da geléia pra baixo.
As filas quilométricas, a garoa na cara, as tarefas ordinárias, esqueço o guarda chuva, o sistema do bilhete único caiu, a senha do seguro não dá porque os bancos estão em greve, o seu ônibus vai embora quando você tá chegando no ponto. Sempre.
Quando as conveniências do sistema não funcionam, a gente se fode.
"Vou parar de andar com você. Você é muito zicado!" - minha namorada.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
NOVOS SIMULADORES
E eu que achava que nada superaria os 'velhos' GTR2, RFactor e GP Legends...
Os simuladores de corrida estão subindo para uma nova dimensão, e a realidade dos gráficos, sons e movimentos continuando subindo de patamar. Impressionante!
Abaixo os simuladores da nova geração:
DIRT 2
NEED FOR SPEED SHIFT
FORZA MOTORSPORT 3
GRAN TURISMO 5
Gran Turismo 5 - Watch today’s top amazing videos here
Os simuladores de corrida estão subindo para uma nova dimensão, e a realidade dos gráficos, sons e movimentos continuando subindo de patamar. Impressionante!
Abaixo os simuladores da nova geração:
DIRT 2
NEED FOR SPEED SHIFT
FORZA MOTORSPORT 3
GRAN TURISMO 5
Gran Turismo 5 - Watch today’s top amazing videos here
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
ANDAR EM SILÊNCIO
Estou preparando este post mentalmente a alguns dias. E hoje é o dia de escrever:
No último sábado fui numa balada na Vila Olímpia, por consideração a uma grande amiga que estava aniversariando.
O lugar era limpo, organizado, caro e infestado de playboys e paties.
Olha, eu me acostumei a ir em lugares mais sujos, botecos, de som ruim e música 'no talo'.
Neste lugar, uma banda acústica tocava pop rock, e tocavam redondinho, formatado, sem nada de especial, de forma que qualquer um que entrasse ali achasse aquilo agradável aos ouvidos.
Impressionante como todas as músicas, diferentes na essência, pareciam iguais, tocadas sem alma, visando cachê.
Viver de música é diferente de viver para música.
Música é liberdade de expressão, é criatividade, e não pode ser podada para ouvidos de apreciadores supérfluos. ( Veja "Tony Wilson" )
Fui assaltado na última segunda feira pela 2a vez no ano. Levaram tudo que estava carregando.
Olha, depois dessa, foda-se tudo, saca? Eu não ligo para aquela Beretta 92 apontada para mim.
Eu não ligo se me tomam as coisas, se aquilo vai ser vendido e virar pó ou seda.
A violência e os insultos não me atingem. Fiquei calmo o tempo inteiro, sei que qualquer um vira Deus com uma Beretta 92 polida na mão.
O ponto é: me chamaram de Playboy, coisa que eu não sou.
Lutei muito para conseguir tudo o que tenho. Tenho 23 anos, e desde os 16 acordava 6 da matina para trabalhar, 8 horas por dia.
Estudei em escola estadual minha vida toda, fiz 5 anos de faculdade, pagando do próprio bolso o valor integral do curso.
Me submeti a idas e vindas de ônibus, todos os dias. Metrôs lotados. Ainda vivo essas situações que o brasileiro trabalhador vive no dia a dia.
Me submeti a superlotação de tudo, a falta de segurança.
Me submeti a ( falta de ) estrutura da cidade para suportar muitos países em um único lugar.
Estive trabalhando duro para conseguir tudo o que precisava para viver, sem luxo.
Só arte, suor, inteligência ( que todo mundo tem ) e sem desistir das coisas ( que não são materiais ).
E meu iPod foi junto. Na verdade, não era só um iPod. Era uma coisa que me transportava para uma outra dimensão através da música: longe de buzinas, sirenes, falatórios, gritarias e toda a loucura que cerca essa cidade.
Aquele pequeno esquipamento me levava aonde queria, onde meu estado de espírito queria estar, através da música ( que é tudo pra mim ).
Quando tomam algo de nós, em muitos casos, não levam só coisas materiais, infelizes, inertes. Levam um pedaço de nós, do que somos, do nosso espírito.
É isso. Vou conseguir um outro iPod, e vou reembolsar os outros pelo prejuízo que tive: mas o valor sentimental, de coração, que tinha por aquilo, ninguém, nunca, vai me devolver. Era como meu primeiro cobertor.
Tive sonhos estranhos recentemente.
Sonhei que estava bebendo com meus amigos, e cheguei numa praia, andando num triciclo, num estado lisérgico, com o céu repleto de auroras ao entardecer.
Tinha que cuidar dos meus primos, que estavam sob minha custódia, pois meus tios tinham ido viajar.
Cuidei mal deles, e ficou o arrependimento de que poderia cuidar melhor. Mas eles se divertiram comigo.
Depois que voltaram de viagem, fui com meu tio andar pelo estacionamento do condomínio dele, e ele reclamou de problemas no estômago, que estava comendo mal ( e muito ).
Depois, me apresentou um lugar diferente:
Animais de toda espécie, e principalmente, cobras, soltas, espalhadas. As pessoas viviam ali, juntas, desnudas, com um monte de frutas também, ali no estacionamento, mesmo.
Acreditavam que aquele estilo de vida, misturados a todos os animais e frutas, faziam bem para o espírito. Achei legal a idéia, parcialmente. Meu tio disse que todos os animais eram inofensivos e não fariam mal algum. Me sentia protegido.
Uma cobra me mordeu no braço e disse: - "Tio, uma cobra me mordeu aqui" - mas não sentia dor.
Ele pegou a cobra, bateu com a cabeça dela no chão e arrancou seus dentes.
Depois, entrei num ritual estranho. Todas as barracas começaram a desabar com as frutas, animais e pedaços de madeira. Todos tinham que correr por dentro das barracas restantes para não ser atingido.
E corri, corri. E acordei.
Outro dia, sonhei que estava na superfície lunar.
Peguei uma nave e fui parar lá.
Quando coloquei o pé na lua, escorreguei na camada de gelo e a gravidade me puxava para baixo, e dei a volta na lua escorregando, até parar no mesmo lugar que pousei.
Enfim.
Esses sonhos querem me dizer alguma coisa? Eu não pensaria nisso acordado.
Sei lá, a vida segue. Agradeço a força de alguns no momento atual, mesmo sabendo que não há nada a ser feito.
Me sinto um derrotado: desempregado, sem dinheiro, engordando, indisciplinado, roubado, juntando os cacos sem amanhã.
Vou chegar onde quero: não é um lugar longe. Não preciso de muito para viver.
Os dados ainda rolam na mesa, e continuo correndo na direção contrária.
Vou virar o jogo.
Walk in silence.
No último sábado fui numa balada na Vila Olímpia, por consideração a uma grande amiga que estava aniversariando.
O lugar era limpo, organizado, caro e infestado de playboys e paties.
Olha, eu me acostumei a ir em lugares mais sujos, botecos, de som ruim e música 'no talo'.
Neste lugar, uma banda acústica tocava pop rock, e tocavam redondinho, formatado, sem nada de especial, de forma que qualquer um que entrasse ali achasse aquilo agradável aos ouvidos.
Impressionante como todas as músicas, diferentes na essência, pareciam iguais, tocadas sem alma, visando cachê.
Viver de música é diferente de viver para música.
Música é liberdade de expressão, é criatividade, e não pode ser podada para ouvidos de apreciadores supérfluos. ( Veja "Tony Wilson" )
Fui assaltado na última segunda feira pela 2a vez no ano. Levaram tudo que estava carregando.
Olha, depois dessa, foda-se tudo, saca? Eu não ligo para aquela Beretta 92 apontada para mim.
Eu não ligo se me tomam as coisas, se aquilo vai ser vendido e virar pó ou seda.
A violência e os insultos não me atingem. Fiquei calmo o tempo inteiro, sei que qualquer um vira Deus com uma Beretta 92 polida na mão.
O ponto é: me chamaram de Playboy, coisa que eu não sou.
Lutei muito para conseguir tudo o que tenho. Tenho 23 anos, e desde os 16 acordava 6 da matina para trabalhar, 8 horas por dia.
Estudei em escola estadual minha vida toda, fiz 5 anos de faculdade, pagando do próprio bolso o valor integral do curso.
Me submeti a idas e vindas de ônibus, todos os dias. Metrôs lotados. Ainda vivo essas situações que o brasileiro trabalhador vive no dia a dia.
Me submeti a superlotação de tudo, a falta de segurança.
Me submeti a ( falta de ) estrutura da cidade para suportar muitos países em um único lugar.
Estive trabalhando duro para conseguir tudo o que precisava para viver, sem luxo.
Só arte, suor, inteligência ( que todo mundo tem ) e sem desistir das coisas ( que não são materiais ).
E meu iPod foi junto. Na verdade, não era só um iPod. Era uma coisa que me transportava para uma outra dimensão através da música: longe de buzinas, sirenes, falatórios, gritarias e toda a loucura que cerca essa cidade.
Aquele pequeno esquipamento me levava aonde queria, onde meu estado de espírito queria estar, através da música ( que é tudo pra mim ).
Quando tomam algo de nós, em muitos casos, não levam só coisas materiais, infelizes, inertes. Levam um pedaço de nós, do que somos, do nosso espírito.
É isso. Vou conseguir um outro iPod, e vou reembolsar os outros pelo prejuízo que tive: mas o valor sentimental, de coração, que tinha por aquilo, ninguém, nunca, vai me devolver. Era como meu primeiro cobertor.
Tive sonhos estranhos recentemente.
Sonhei que estava bebendo com meus amigos, e cheguei numa praia, andando num triciclo, num estado lisérgico, com o céu repleto de auroras ao entardecer.
Tinha que cuidar dos meus primos, que estavam sob minha custódia, pois meus tios tinham ido viajar.
Cuidei mal deles, e ficou o arrependimento de que poderia cuidar melhor. Mas eles se divertiram comigo.
Depois que voltaram de viagem, fui com meu tio andar pelo estacionamento do condomínio dele, e ele reclamou de problemas no estômago, que estava comendo mal ( e muito ).
Depois, me apresentou um lugar diferente:
Animais de toda espécie, e principalmente, cobras, soltas, espalhadas. As pessoas viviam ali, juntas, desnudas, com um monte de frutas também, ali no estacionamento, mesmo.
Acreditavam que aquele estilo de vida, misturados a todos os animais e frutas, faziam bem para o espírito. Achei legal a idéia, parcialmente. Meu tio disse que todos os animais eram inofensivos e não fariam mal algum. Me sentia protegido.
Uma cobra me mordeu no braço e disse: - "Tio, uma cobra me mordeu aqui" - mas não sentia dor.
Ele pegou a cobra, bateu com a cabeça dela no chão e arrancou seus dentes.
Depois, entrei num ritual estranho. Todas as barracas começaram a desabar com as frutas, animais e pedaços de madeira. Todos tinham que correr por dentro das barracas restantes para não ser atingido.
E corri, corri. E acordei.
Outro dia, sonhei que estava na superfície lunar.
Peguei uma nave e fui parar lá.
Quando coloquei o pé na lua, escorreguei na camada de gelo e a gravidade me puxava para baixo, e dei a volta na lua escorregando, até parar no mesmo lugar que pousei.
Enfim.
Esses sonhos querem me dizer alguma coisa? Eu não pensaria nisso acordado.
Sei lá, a vida segue. Agradeço a força de alguns no momento atual, mesmo sabendo que não há nada a ser feito.
Me sinto um derrotado: desempregado, sem dinheiro, engordando, indisciplinado, roubado, juntando os cacos sem amanhã.
Vou chegar onde quero: não é um lugar longe. Não preciso de muito para viver.
Os dados ainda rolam na mesa, e continuo correndo na direção contrária.
Vou virar o jogo.
Walk in silence.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
DOIS MESES
1. Dois meses, quando se está parado, sem trabalhar, só se divertindo, são longos, muito longos. Vivi dois meses atemporais. Se estivesse trabalhando, seriam dois meses rápidos, sem cor. Me lembro de 1 de Julho, quando fui despedido, como um dia que se foi há muito tempo atrás.
2. Twitter e mulher não combinam. Essa coisa de mulheres manifestarem quase todos os pensamentos no twitter não é, definitivamente, saudável. Dificulta a leitura do que realmente interessa. Unfollow!
3. Olha, quando a gente tá fora da máquina corporativa, conseguimos pensar fora da caixa. São Paulo tá cheio de boas oportunidades de negócio. Jovens podem montar um restaurante, um bar, uma consultoria ou uma ONG com mais facilidade atualmente.
4. Sou o padrinho do ano. Ganhei uma afilhada e fui convidado para ser padrinho de casamento de um grande amigo meu. Satisfação pacas!
5. Aposentei minha barba, por enquanto. Cansei. Simples assim.
Sei lá. É isso.
2. Twitter e mulher não combinam. Essa coisa de mulheres manifestarem quase todos os pensamentos no twitter não é, definitivamente, saudável. Dificulta a leitura do que realmente interessa. Unfollow!
3. Olha, quando a gente tá fora da máquina corporativa, conseguimos pensar fora da caixa. São Paulo tá cheio de boas oportunidades de negócio. Jovens podem montar um restaurante, um bar, uma consultoria ou uma ONG com mais facilidade atualmente.
4. Sou o padrinho do ano. Ganhei uma afilhada e fui convidado para ser padrinho de casamento de um grande amigo meu. Satisfação pacas!
5. Aposentei minha barba, por enquanto. Cansei. Simples assim.
Sei lá. É isso.
domingo, 16 de agosto de 2009
COISAS SIMPLES
Depois de alguns posts de manifesto, vou falar de coisas simples.
Fui desligado da minha vida profissional temporariamente, e decidi aproveitar esse tempo me dedicando a rever pessoas.
Andei jogando futebol, e, cara, tinha me esquecido o quando isso é bom.
Tenho estado mais em contato com velhos amigos e, cara, que puta satisfação.
É meio nostálgico.
Você passa por uma fase difícil na vida, perde o contato de um monte de gente e, quando procura todo mundo, lá estão eles, com a mesma consideração.
Aliás, andei revendo meus avós. Nunca devemos desprezar nossas origens. Foi muito importante falar e conversar com eles.
Matei a saudade do frango cozido da minha vó, que é maravilhoso. Atualizamos as fofocas de família.
Olha, isso não parece grande coisa, mas é simples e valioso.
Já não vivemos mais a época dos imortais: aqueles que, através de suas obras, se imortalizaram e são estudados até hoje.
Vivemos a era do capitalismo, onde são rasos aqueles que detém o poder.
O trabalho, hoje em dia, para a grande maioria, se tornou um meio de vida. E os trabalhadores, para as indústrias, número e mão de obra.
Se, em troca disso, deixarmos de honrar e procurar nossos verdadeiros amigos, seremos meros ordinários e mortais.
Devemos procurá-los, nem que seja por uma época de vida, desocupada, como a minha.
Assim, seremos imortais ao menos para eles, e deixaremos algum legado verdadeiro neste mundo.
"Um homem que não honra sua família, nunca será um homem de verdade" - Dom Corleone, em "O Poderoso Chefão"
Fui desligado da minha vida profissional temporariamente, e decidi aproveitar esse tempo me dedicando a rever pessoas.
Andei jogando futebol, e, cara, tinha me esquecido o quando isso é bom.
Tenho estado mais em contato com velhos amigos e, cara, que puta satisfação.
É meio nostálgico.
Você passa por uma fase difícil na vida, perde o contato de um monte de gente e, quando procura todo mundo, lá estão eles, com a mesma consideração.
Aliás, andei revendo meus avós. Nunca devemos desprezar nossas origens. Foi muito importante falar e conversar com eles.
Matei a saudade do frango cozido da minha vó, que é maravilhoso. Atualizamos as fofocas de família.
Olha, isso não parece grande coisa, mas é simples e valioso.
Já não vivemos mais a época dos imortais: aqueles que, através de suas obras, se imortalizaram e são estudados até hoje.
Vivemos a era do capitalismo, onde são rasos aqueles que detém o poder.
O trabalho, hoje em dia, para a grande maioria, se tornou um meio de vida. E os trabalhadores, para as indústrias, número e mão de obra.
Se, em troca disso, deixarmos de honrar e procurar nossos verdadeiros amigos, seremos meros ordinários e mortais.
Devemos procurá-los, nem que seja por uma época de vida, desocupada, como a minha.
Assim, seremos imortais ao menos para eles, e deixaremos algum legado verdadeiro neste mundo.
"Um homem que não honra sua família, nunca será um homem de verdade" - Dom Corleone, em "O Poderoso Chefão"
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
DETALHES
Depois de uma macarronada madrugueira, sim, eu escrevo.
De sobremesa, nenhum fruto da macieira. Estou num equinócio, tentando encontrar o ponto onde o dia e a noite se dividem.
Tenho feito isso ( e tentado ) com certa frequencia, sem conflito, só saudade.
Haha! E toda a raiva que passamos dia após dia, meus senhores.
Todos os surtos dentro de um escritório desentulhado, limpo, com a refrescante temperatura do ar condicionado e o clima esquentando nas salas de reunião.
Ah, o ego de vocês - pais de família covardes.
A pergunta não é mais quem somos, mas o que estamos fazendo aqui? Não era ter abrigo, ter o que comer, caçar, plantar e expulsar predadores?
A coisa continua assim, né, senhores? E agora querem garantia e conforto, correto?
Deus, me desculpe, mas não demos certo. Eis, aqui, mulheres desreguladas e homens egoístas!
Eis aqui um reduto de desordem!
Aos que acreditam, façam o sinal da cruz. Aos que não, ajustem o sistema: o código tá fora de sintaxe.
Quanto interesse em co-educação, não? É isso, né? Uma casa, um carro e uma bela esposa. Pronto.
"A diferença está nos detalhes, meus senhores, nos detalhes."
De sobremesa, nenhum fruto da macieira. Estou num equinócio, tentando encontrar o ponto onde o dia e a noite se dividem.
Tenho feito isso ( e tentado ) com certa frequencia, sem conflito, só saudade.
Haha! E toda a raiva que passamos dia após dia, meus senhores.
Todos os surtos dentro de um escritório desentulhado, limpo, com a refrescante temperatura do ar condicionado e o clima esquentando nas salas de reunião.
Ah, o ego de vocês - pais de família covardes.
A pergunta não é mais quem somos, mas o que estamos fazendo aqui? Não era ter abrigo, ter o que comer, caçar, plantar e expulsar predadores?
A coisa continua assim, né, senhores? E agora querem garantia e conforto, correto?
Deus, me desculpe, mas não demos certo. Eis, aqui, mulheres desreguladas e homens egoístas!
Eis aqui um reduto de desordem!
Aos que acreditam, façam o sinal da cruz. Aos que não, ajustem o sistema: o código tá fora de sintaxe.
Quanto interesse em co-educação, não? É isso, né? Uma casa, um carro e uma bela esposa. Pronto.
"A diferença está nos detalhes, meus senhores, nos detalhes."
domingo, 2 de agosto de 2009
UM MÊS
Post para tirar a poeira deste blog, mas o raciocínio abaixo eu não poderia deixar para trás:
Depois de 1 mês de férias, não fiz aquilo que queria ter feito, que eram de dever. Mas nunca me diverti tanto, e nunca passei tanto tempo ao lado dos meus queridos amigos, que são muito importantes para mim.
Daqui de 40 anos, vou me lembrar desse mês de férias e rir, e provavelmente não me lembraria deste mês se apenas cumprisse meus deveres, coisa que posso fazer a partir de agora, no próximo mês. Não vai fazer a menor diferença para a humanidade.
Sou um cara que vivo em função das pessoas que amo, e minha vida estará completa quando estiver bem, e meus amados por perto.
O resto, é só resto. Se perde na ganância e na ambição de pessoas que só querem seu próprio bem e acumular riquesas.
Eu já decidi que só quero um lugar normal pra morar, com tudo que gosto, do jeito que quero, sem grandeza, só personalidade, e receber bem a quem amo.
Depois de 1 mês de férias, não fiz aquilo que queria ter feito, que eram de dever. Mas nunca me diverti tanto, e nunca passei tanto tempo ao lado dos meus queridos amigos, que são muito importantes para mim.
Daqui de 40 anos, vou me lembrar desse mês de férias e rir, e provavelmente não me lembraria deste mês se apenas cumprisse meus deveres, coisa que posso fazer a partir de agora, no próximo mês. Não vai fazer a menor diferença para a humanidade.
Sou um cara que vivo em função das pessoas que amo, e minha vida estará completa quando estiver bem, e meus amados por perto.
O resto, é só resto. Se perde na ganância e na ambição de pessoas que só querem seu próprio bem e acumular riquesas.
Eu já decidi que só quero um lugar normal pra morar, com tudo que gosto, do jeito que quero, sem grandeza, só personalidade, e receber bem a quem amo.
quarta-feira, 4 de março de 2009
SHE´S GOT THE DEVIL IN HER HEART

//eu gosto quando você diz que me ama
//fala coisas bonitas pra mim
//gosto do jeito de como você me trata
//fico tão feliz de estar com você
//não quero mais ninguém
//você é tudo que eu sempre sonhei
//você é romântico, me respeita, me ama, é paciente
//faz eu me sentir a pessoa mais especial do universo
//é inteligente
//gosta de coisas parecidas com as que eu gosto
//você é tudo pra mim.
//me ajuda tanto em tantas coisas
//você é uma pessoa profunda
//é honesto
//é simples
//a gente briga, faz birra um pro outro
//acredito que o que eu sinto só irá crescer
//você não faz idéia do quanto é importante pra mim
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
WADE DAVIS

Sensacional a entrevista do Wade Davis para a revista TRIP.
Explorador, antropólogo, etnobotânico, escritor, conferencista, fotógrafo e documentarista, Davis saiu da casa dos pais e "queria desesperadamente ter uma vida interessante".
No início da carreira, foi assistente de outro lendário explorador, que abriu o leque de possibilidades para o uso de plantas alucionógenas do xamanismo indígena.
Abaixo as passagens da entrevista que mais me chamaram a atenção:
Sobre Obama: "Meu medo era de ele não ganhar, e nosso recado para o mundo seria, mais uma vez, que, apesar de tudo o que falamos sobre liberdade e democracia, nossas contradições persistem. Nossos fundadores fizeram uma bela constituição inspirada pelo melhor do iluminismo europeu. Mas com uma contradição fundamental: éramos uma economia baseada em trabalho escravo. Lidar com isso tem sido a nossa história. Obama representa a chance de finalmente começarmos a deixar isso para trás."
Sobre a atual geração: "Nem os liberais da minha época podiam imaginar que a geração seguinte iria tão longe. Em duas décadas, as mulheres foram da cozinha para a gerência. Em uma geração, os negros foram do barraco para o Country Club. Gays saíram do armário para o altar. Mas há muito, muito a ser feito."
Sobre conservadorismo: "Certamente não estão conservando a natureza. Mas acho que precisamos ser cuidadosos na hora de demonizar esse termo. Eu sou conservador de duas maneiras. Não devo um centavo a ninguém. Que é um valor conservador, republicano. E eu acredito em deixar terra para minhas filhas do mesmo jeito que eu herdei do meu pai. Isso é bem conservador. Ao mesmo tempo esses caras me consideram um doido esquerdista fã do Grateful Dead. Pelo amor de Deus... somos nós os mais protetores e conservadores. Eu respeito valores tradicionais, valores verdadeiros. E não me importa que deus você adora."
Sobre deuses e culturas: "O conflito das culturas tem a ver com a objetificação do outro. E isso não é exclusividade do Ocidente, é bom que se diga. Quase todos os povos antigos se enxergavam como os únicos humanos. Ainda hoje muita gente vê os povos da Amazônia como selvagens, as culturas da África como primitivas. A nossa grande ilusão é que pelo nosso inegável e tremendo avanço tecnológico e econômico pensamos que outros povos ficaram para trás, ou parados intelectualmente. E nada pode ser mais falso do que isso."
Olha o budismo tibetano, não é uma ciência? O que é a ciência senão a busca da verdade? E o que é o budismo senão 2.500 anos de observação empírica da natureza da mente? Para o budista a evidência científica é a serenidade que alguém atinge seguindo a prática budista. Um monge uma vez me disse: "Nós não acreditamos que vocês foram para a Lua, mas vocês foram. Vocês não acreditam que nós atingimos a iluminação em uma encarnação, mas nós atingimos".
Sobre línguas e culturas: "Vivemos em um tempo que é decisivo no que diz respeito a conseqüências. E o que pode ser mais significativo do que, em uma só geração, a perda de metade do legado cultural e espiritual da humanidade? É isso o que está acontecendo hoje. Hoje há 7 mil delas no mundo. Mas só metade está sendo ensinada para crianças. O que significa que, sem uma ação imediata e abrangente, essas línguas já estão mortas. Sete mil línguas representam culturas e modos e vida diferentes. São 7 mil respostas diferentes para a mesma pergunta: o que significa ser humano, o que significa estar vivo? Cada uma é um universo rico de como interpretar a existência em si."
Sobre interesses e riqueza: "Uma das maiores dificuldades é que todas as culturas são míopes. Quer dizer, são presas a sua própria interpretação da realidade. Quase todas as culturas ancestrais encaram outros povos como não-pessoas. E essa é uma idéia que nós já não aceitamos. O problema é que nós, o Ocidente, não nos pensamos como uma cultura. Não pensamos nesse paradigma econômico, nessa troca global de produtos, capitalismo... qualquer rótulo que queira dar para essa coisa que nós fazemos para gerar riqueza. Não tratamos isso pelo que realmente é: uma opção, apenas uma forma de fazer as coisas. Nós tratamos como a única maneira de fazer as coisas, e como uma onda inevitável da história."
Sobre economia: "Nós chamamos economia de ciência. Ela ganha uma dimensão de verdade, de uma lei natural como física, biologia. É! Exato. Como ciências sociais... um oximoro. A desculpa acadêmica é que a economia é baseada em matemática. Mas o que temos visto nos últimos meses deixa claro que essa economia é um jogo baseado em ganância mesmo. Lucro sujo, ponto. Todo mundo sabia que isso acabaria em desastre. E eles continuaram até o fim por pura ganância. E está provado que essa idéia de desregularização é a permissão para o espírito da ganância agir livre."
Sobre capitalismo [1]: "Eu acho que o mundo continua sendo uma rica topografia do espírito. Não é achatado, mesmo. Nós temos essa idéia de que essas culturas coloridas e exóticas estão fadadas a desaparecer porque são tentativas fracassadas de serem como nós. Que há um sentido natural na extinção delas. Isso é um erro colossal. Na verdade são povos e culturas vivas e dinâmicas que estão sendo levados à destruição por forças claras. Ideológicas, como no caso dos chineses contra os tibetanos, industriais, no caso dos desmatamentos gananciosos, biológicas, como doenças levadas por brancos aos povos do rio Negro. Voltando ao que falávamos, no fim das contas é a economia que está destruindo culturas que não enxergam o mundo por esse prisma."
Sobre capitalismo [2]: "Nós empurramos ao mundo a idéia de que, se eles seguirem esse caminho, logo também chegarão ao nosso nível, ao lifestyle da Califórnia. Mas para todos desfrutarem essa vida precisaríamos de quatro planetas só para extrair energia. E muita gente é seduzida pela idéia do moderno e vira as costas para sua cultura para subir uma escada que leva a lugar nenhum. O fato é que o modelo ocidental que tanto veneramos está por aqui há 300 anos, isso é muito raso, mas teve um impacto profundo na capacidade de sobrevivência de muitas espécies. Meu Deus, nós estamos a ponto de acabar com os peixes nos oceanos, acabando com florestas nativas no planeta todo, mudamos a química da atmosfera, as grande geleiras estão derretendo..."
Sobre o ocidente: "Nada do que eu digo é para denegrir o Ocidente. Eu celebro o Ocidente assim como outras culturas. Eu não quero viver em um mundo sem os insights do budismo tibetano, da mesma forma que se eu sofrer um acidente de carro não vou querer um herbalista do Nepal - eu quero um hospital! Intelectualmente falando a grande idéia do Ocidente foi o iluminismo, a defesa de que o indivíduo tem o direito de determinar seu próprio destino, de se livrar da tirania do coletivo e da Igreja. E toda a ciência... Pense o que significa saber, sem sombra de dúvida, que temos um genoma praticamente idêntico, que todos os seres humanos são descendentes de um grupo de mil que saiu da África há menos de 100 mil anos. Isso não apenas destrói qualquer justificativa para o racismo como demonstra que, se nossas diferenças são tão grandes, nossas semelhanças devem ser muito maiores."
Sobre iluminismo: "O iluminismo cresceu de forma extrema no positivismo, dizendo que se um evento não pode ser medido então ele não existe. Esse novo dogma acabou em uma obsessão por medir o homem, estabelecer padrões, por tratar todas as idéias místicas como bobagem. Acho que fomos muito longe nisso. Porque intuições sobre o espírito, idéias de Deus, de mitos, memória... tudo isso nos inspirou por milênios. A extrema desmistificação do mundo pela ciência ocidental também tem um paralelo social. As pessoas do mundo moderno são livres para pensar o que quiserem, mas também perdem um conforto que havia na fé e numa estrutura social mais sólida."
Sobre a consciência humana: "O nascimento da consciência foi o nascimento do desencanto. Do surgimento das eternas perguntas: como e por quê? Se essa busca é real, externo no universo, ou se é apenas uma conseqüência dos nossos processos mentais, eu não sei. Mas acho que no fundo não importa. Porque claramente satisfazer os impulsos da consciência, ocasionalmente alterar essa consciência através de técnicas religiosas, é tão recorrente na história humana que precisa ser entendido como um componente do apetite humano. De onde quer que venha a consciência, da alma, de fora, de dentro, de algo comum a todos... isso nunca vai ser respondido. O que importa é reconhecer que somos feitos de dois elementos. O corpo e a consciência. E que felicidade? E você, como sacia esse desejo? Indivíduos como eu, que pularam fora das suas crenças originais, precisam achar seus próprios meios. Eu faço isso buscando crenças e culturas que me inspirem. E faço com um senso de missão, de propósito, com um forte senso de justiça social, que é trazer essas histórias para a atenção do público. Eu acho importante que as pessoas saibam que nos Andes tem gente que acha que as montanhas são vivas e que respondem aos homens. Não são apenas pilhas de pedra para serem exploradas. Que na Polinésia os homens sabem ler o mar e o clima com precisão através de sinais para os quais somos cegos. E tenho essa sorte extraordinária de poder fazer filmes e livros sobre eles."
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)


