8 de novembro de 2010
WOODEN SHIPS
E as décadas vão passando como um acrílico fosco, sem muita distinção do que foi e do que é. Eu vejo traços rasgando centenas de horas e minh'alma acorda aos poucos.
Festejo minhas evoluções e recrimino meus vícios. Alegro-me com sólidas mudanças de hábito, mas abomino minha auto infidelidade. Falta entrelaçar meu corpo às minhas capacidades.
Falta alinhar minha mente com os planetas distantes onde quero chegar. O navio precisa de reforma, mas vive no meio do mar: enquanto não há cais, o que resta é navegar.
30 de outubro de 2010
KING HOW ABLE QUEEN QUEEN
A vida é uma jornada, extraordinária, de papéis picados, jornais rabiscados, cadernos serrados de lado a lado protegendo potes sensíveis. Neles, minhas mãos gentilmente dormem, meus olhos gentilmente olham para o futuro que irá disfarçar todo o mal estar de seguir o caminho que se deve trilhar sem titubear.
A gangorra da alma vai e volta, cheia de pesos de ambos os lados, cheia de auto descaso: não, esse ficou para trás, agora faço questão demais. "Eu só acredito em mim", já diria John, "Eu sou o super homem", já diria Friedrich e eu vou ali, com ela, tomar um cappuccino, a bebida favorita do John McClane, né? Um cappuccino qualquer, tão bom!
A felicidade é uma arma fria, morna, quente, fervilhando, nos cantos da consciência de quem não é feliz. Quem é não é feliz sabe viver, sim. Estou cansado, essa é a saidera antes de dormir. Precaução e descanso nunca é demais. Ter coragem é bom, mas nem sempre necessário. Não se pode controlar o que não se pode medir e, por enquanto, gerencio os indicadores para não fugir do que planejei. A coragem pode esperar: nem ela, nem ninguém tem pressa. Trabalho é trabalho, festa é festa.
12 de outubro de 2010
EM NOME DO FILHO
"Eu não tenho a cor dos teus cabelos, eu não herdei um gesto seu. Mas eu sou o filho da atenção, gesto que só pude ver em você."
Não sei porque, mas numa época em que minha vida está tomando outros rumos, decidi expor um pouco sobre minhas origens.
Creio que, conforme vamos mudando, nossas idéias vão amadurecendo e vamos nos tornamos pessoas diferentes de quem um dia fomos, por isso, é importante olhar para trás e entender como chegamos aqui. Acho que esse processo pode nos ajudar a entender certas coisas e a encontrar soluções para velhos problemas.
Tenho origem muito humilde. Minha mãe, Rosa Angela Oliveira de Moura, nasceu e viveu até sua adolescência em uma cidadezinha no interior das Alagoas, chamada Arapiraca. Lá, vivia junto com sete irmãos e em condições precárias até vir para São Paulo, no começo da adolescência. Das histórias que ela me contava, sobravam muitas da época em que passava fome junto com minhas tias e tios, bem como as lições de nobreza da minha avó, que abdicava do próprio alimento para distribuir o pouco que havia para todos.
No começo da década de 70, todos vieram para São Paulo. Meu avô tratou de preparar o terreno, aqui, trabalhando sozinho, antes da vinda de toda a família. Aqui em São Paulo, minha vó deu a luz para mais quatro filhos. Isso, definitivamente, tornou a vida ainda mais difícil. Minha mãe começou a trabalhar muito cedo, e passou por muitas dificuldades até completar o supletivo, onde acabou conhecendo meu pai.
Meu pai, Luis Gomes de Moura Neto, também nunca teve uma vida fácil. Meus outros avós decidiram vir do Ceará para São Paulo no fim da década de 50. Minha avó, na ocasião, estava gestante, e deu a luz ao meu pai no "meio do caminho", em Teófilo Otoni, Minas Gerais. Meu avô, já falecido, nem cheguei a conhecer, mas dizem, era excelente pessoa.
Minha outra avó teve mais três filhos aqui em São Paulo e sempre teve o temperamento forte, difícil de lidar. Em contrapartida, meu avô tinha problemas com alcoolismo, o que nunca ajudou na harmonia da casa. As discussões conjugais eram frequentes e no meio de tudo isso estava meu pai, criança, já sofrendo fortes abalos emocionais. Aos 14, com a perda do meu avô, a coisa ficou mais complicada para meu pai e isso lhe trouxe alguns traumas que, após alguns tropeços na vida, foram superados.
Meu pai e minha mãe se casaram em 1983, numa cerimônia humilde, sem buffet, nem salão de festas. A festa, aliás, foi improvisada na casa da minha avó por parte de pai. Choveu naquela noite, e lonas foram colocadas no quintal. No final, deu tudo certo. Eles alugaram uma casa e foi lá que passaram a lua de mel, se é que pode-se assim dizer, com zero requinte. O dinheiro era tão pouco que compraram algumas coisas na padaria no dia seguinte ao casamento para o café da manhã e almoço.
O casamento dos meus pais, além de motivado pelo grandioso sentimento que sempre existiu entre eles, foi uma forma de tentar unir forças na esperança de levar uma vida melhor, já que eram tempos difíceis aqueles no Brasil do começo da década de 80.
Meu pai tinha um fusca branco e fez diversos 'bicos' até conseguir um trabalho estável. Minha mãe trabalhava de assistente administrativa numa firma na Zona Sul de São Paulo.
Os dois passaram por grandes dificuldades até o primeiro filho, no caso, eu, nascido dois anos e três meses após o casamento, em Janeiro de 1986.
Contar toda essa história dos meus pais faz com que entenda muitas coisas. Hoje, sou um cara simples, simples mesmo, e capaz de lidar com todo o tipo de gente. Até hoje, muitos da minha família ainda passam por dificuldades. Até hoje, visito muitos deles de tempos em tempos: é a minha origem, e de certo modo me orgulho disso.
Felizmente, meus pais conseguiram me dar uma criação bem melhor do que a deles. E, mesmo que não tenha sido a melhor, até pela nossa condição, nunca me faltou nada, e sempre tive coisas que muita gente próxima nunca teve.
Ao mesmo tempo, fui moleque de rua. Estudei em escola estadual minha vida inteira e a molecada sempre foi da pesada. Passava a maior parte do tempo sentado nas calçadas e aprendendo tudo o que um moleque na rua deve aprender: jogar bola descalço, brigar, empinar pipa, jogar taco, bolinha de gude, bater figurinha, fazer "contra" com o time das ruas vizinhas, escorregar de "shape", rolimã, andar de bike, jogar nos terrões, jogar no salão, aloprar, ser aloprado, sair de casa simplesmente pra "trocar idéia", sofrer com o Corinthians nas intermináveis tardes de domingo ouvindo rádio com o sr. Mariano, bater, apanhar, ver desenho, enfim...
Já minha adolescência se divide entre antes e depois dos Beatles. Ouvir esses caras abriu um portal dentro de mim que nunca mais se fechou. Durante toda a adolescência, participei de campeonatos de futebol, fiz minha primeira corrida de kart e me apaixonei pelo esporte, me aprofundei muito em música e ouvia bandas e bandas e bandas diferentes que ninguém conhecia. Adorava ler. Fiz aula de judô, natação, pintura, piano, filosofia e bateria - esta que, inclusive, toco até hoje. Sempre quis fazer coisas voltadas a arte e ao esporte. Minha adolescência também foi marcada por outra descoberta: o computador e toda onda tecnologica que nos acompanha até hoje.
Hoje, devo dizer que todo esse tempo me trouxe muitos amigos. Gente da mais modesta escala social até gente que, felizmente, tem ótimo padrão de vida. Isso me trouxe uma facilidade extra em lidar com todo tipo de gente. Tenho amigos muito diferentes uns dos outros, no sentido de criação, de origens, de valores e prioridades na vida. Entretanto, hoje, minha gama de amigos mais próximos se parecem mais uns com os outros, o que indica certa unidade neste aspecto.
Todas essas experiências me deram uma visão interessante da vida. Dada toda minha origem, desde os meus avós até a minha criação, creio que ser uma pessoa simples de coração sempre vai ser minha tônica. Naturalmente, se acontecer de passar o resto da vida com alguém, essa pessoa terá de ser simples de coração, definitivamente. E, se essa relação gerar filhos, com certeza esse valor será repassado.
Acredito que essa simplicidade facilita muito nas relações sociais, e ajuda a compreender muitos problemas na sociedade. A partir do momento que você tem um padrão relativamente elevado, mas vê de perto gente abaixo de sua escala social, fica mais fácil pesar as coisas e apontar as direções para a própria vida.
Estar cercado de realidades diferentes mantém a mente aberta, o que dificulta na eterna busca interior para encontrar um meio termo entre egoísmo e altruísmo, ponto este que ando refletindo muito neste ano.
A vida, no fim, é simples. A lição de tudo isso é que, de fato, somos miseráveis. Temos, acima de tudo, necessidades primárias. Nossa intimidade é uma droga, mas é o que somos e, mesmo assim, com educação e respeito ao próximo, a vida pode ser bonita. Eu sei, admito, são palavras clichês, mas, sim, a vida pode ser bonita.
Olhar para baixo faz com que, talvez subliminarmente, valorizemos tudo o que temos. E busquemos sempre melhorar, melhorar, melhorar para fazer da vida uma gangorra progressiva linear.
7 de outubro de 2010
QUALQUER BOBAGEM
Não chegue perto de mim, não precisa falar, não queira me agradar, queira, queira apenas um gole, um sobrevoo pelas avenidas movimentadas de suas perguntas. Não decida, nem pense. Pra quê pensar se o que sente é completo, preenchido, convicto em sombras de árvores amigas, frutos puros, grama verde e garantias vazias.
Não negue, nem se ofereça. Não queira se guardar, não queira se mostrar. Queira, queira. Flutue pelas idéias alheias. Dissemine suas verdades construídas em quociente alto, mente vasta e vasos quebrados. Navegue até certo ponto porque o resto é acaso.
Escute esta canção ou qualquer bobagem. Entorte sua cartilagem para ouvir de novo, ainda que não seja a solução. Gesticule, use a mão, mas nem sempre ouça o coração. Sei lá! Com toda essa mudança de rotina, de marchas, de vida, não preciso de mais nada, nem problemas, nem atenção. Ama-me ou deixe-me em paz.
Deixe-me com minhas sobras de sabedoria para guardar o que penso da vida. Caso contrário, palavras são perdidas, letras se esvaziam em desabafo danoso e petições em descaso culposo. Hoje descobri que andar sozinho é guardar tudo no coração. Saber pra onde ir é apontar a própria direção. A sua opinião é muito importante para nós, mas não dependo disso para desatar meus nós.
6 de outubro de 2010
DEPOIS DAS SEIS
Por Cinthia Montagner (@cinthiamtg) e Mariel Moura (@marielmoura)
Escadas da Cásper. Ladeiras da Augusta. Os ladrinhos paulistanos pretos e brancos tão famosos, hoje substituídos pelo liso concreto moderno. Os bons tempos se foram. As nuvens dos dias passados viraram abstrato, substrato de lágrimas. Os guichês, os bailes, as margaridas nascidas em anos vazios. As calçadas vazias. A cidade respira, invadida: perdeu a paulistanidade das praças, os cumprimentos singelos pela manhã, os passeios largos, as carícias das mesas e as ruas repletas de gentileza.
De todas as épocas, o que sobra é a garoa. A cidade vive desde sempre esse auge sem-identidade tão universal. As pessoas aqui não tem medo, revigoram o tempo inteiro o vigor de suas capacidades, redobram a coragem e se recolhem quando a alma está isolada após uma tempestade de nervos numa tarde pesada.
Aqui, os anos não existem: correm as semanas, as horas, os carros parados que cedo ou tarde insistimos em guiar. Lugar de gente fácil de convencer e comprar. Lugar de noites de inverno ardente, romances frios, corpos inquietos, mentes caladas e corações incertos guiados por motoristas ariscos em horário de pico.
A chuva bate na janela, os pingos emitem sons de sono, de cimento em pilhas que circundam a vida dos amantes silenciados nos quartos. Faz parte de todo habitante essas terras escondidas sob piche quente, ondulado, ora inferno, ora tapete.
Quem é de éssepê vive cercado de riqueza, adora a instantaneidade dos momentos, mas nunca estão satisfeitos. As almas se elevam à medida que o tempo passa e diminuem as parcelas, as doenças, os seguros e as mazelas.
29 de setembro de 2010
MAYBE I'M AMAZED
Eu te amo. Sinto que isso empurra, lustra o peito, converte as dúvidas em certeza, em riquesa anormal: torno-me irracional, expulso o trivial, chuto o previsto, calo o indeciso, te aliso, aqui, dentro de mim, assim, ah! seus cabelos, a parte que faltava, é você, sim!
E eu te amo.
Você circula em voltas infinitas e torna meu reencontro comigo mais bonito, meus castigos merecidos, meus sentimentos mais precisos, meus planos mais coesos, minha raiva mais amena, meu desespero mais sereno, minha sorte mais estável, minhas chances mais claras.
Eu te amo. Você é meu futuro brilhante, meu passado apagado, minha presença pacífica, aqui, do meu lado, toda linda para sempre, para tudo, para o que der e vier: você será minha única mulher, da cabeça aos pés, no sol, no inverno, do céu ao inferno.
Você será meu alívio, meu quarto vazio, minha gripe, meu frio, minha tristeza, minha prisão, minha liberdade, minha agenda cheia e meu tempo livre. Nos dias de chuva, sou eu quem estará lá, para te afagar, para brigar com você, para te repreender, para dizer tudo o que tenho que dizer e me afastar, voltar de novo, canalisar todo o meu ser em outro, deixar de ser ogro e continuar a ser quem sou. E te amar do meu jeito, mesmo que seja obsoleto. Hoje estou desse jeito.
Agora estou ouvindo Paul. Tenho aqui tudo definido sobre amar e ser amado.
E talvez esteja maravilhado.
28 de setembro de 2010
UNIVERSO VOCACIONAL
"É envelhecer, se olhar no espelho, ser tomado por saudáveis reações. Sem aquele vazio nebuloso, deletado por plena satisfação. É que com vigor de criança e solidez mental é simples viver num universo vocacional."
Nervoso e os Calmantes, "Universo Vocacional", 2009
Dispersão. Não, dessa vez não parei na contramão. O fluxo continua no silêncio do rádio relógio piscando, no celular carregando no modo soneca e na porta entreaberta.
De manhã, o barulho eletrônico me desperta do sonho em que junto a distância desconexa entre o que há e o que será. Quantas teclas terei de apertar pra conectar esses dois paralelos?
Ganhei outra dimensão e várias camadas. Caso fosse uma só, não teria graça. Dentro do peito, um laminado de wafers difíceis de desviar, numa estrutura rígida que pode desmontar caso apareça um dispositivo capaz de me impedir de pensar demais.
E o caminho é um só.
18 de setembro de 2010
FREE AS A BIRD
Eu vejo uma tomada com pinos diferentes, daquelas que todo mundo vê. Eu vejo um calendário, os dias passando e vou gravando, na mente, toneladas de sementes de coisas novas, velhas e que não existem (essas com mais frequencia).
Vejo sozinho, aqui do meu ninho, tudo o que tem lá em cima. Olhar pra baixo não me anima. Estar sozinho, ultimamente, também não. Gosto de voar, bater asas, sentir o vento na cara e visitar outras ninhadas, afinal, o coração deste pássaro é grande e pequeno ao mesmo tempo, mas se recusa a estar na mão de quem não tem as mesmas certezas que tenho.
Um dia, vou dividir meu ninho.
Se nada houver, fico aqui com a solidão e a liberdade de voar para onde quiser.
16 de setembro de 2010
FRESTA DE VIDA
Por Cinthia Montagner (@cinthiamtg) e Mariel Moura (@marielmoura)
Hoje chamou-me a atenção um homem no ônibus. Franzino e idoso. Os lábios quase inexistentes comprimiam os poucos dentes que restavam. Usava um boné vermelho que me fez lembrar um guerrilheiro. A barba rala mal cobria os sulcos profundos do rosto. Pensei
mesmo que ele poderia ser o homem mais velho do planeta. Toda a gravidade do mundo se concentrava nele. O sacolejar do transporte não o abalava: dançava com o asfalto. Os olhos perenes e densos no horizonte, de quem já balançou demais na estrada da vida.
E a vida, como a de qualquer idoso ou daquele senhor caridoso que, sentado ali, inerte, via a vida, já nem tem mais tanta vida: só uma fresta de vida, uma visão da janela, uma flanela que limpa os vidros num dia de chuva até secar. Não há intensidade, não, sim, nada, sorte ou azar: agora é decidir menos e esperar o tempo passar.
Já não há fé no futuro, amor puro, e todas as estações já brotaram do escuro. Tudo é resguardo, medo de sofrer, medo de morrer. Ele tinha tanto poder e não sabia, tudo tinha saída. Ela era bonita e possível. Ainda tinha muitos amigos. Poucas vezes estava aflito.
Vivo de mim, do que amei, do como saber viver - se é que sei -, de onde cheguei, do que tenho aqui. Será que cheguei aonde quis? Será que sabia aonde queria chegar? Não importa. O mundo continua transbordando ignorância e gente com fome. E quem está em cima, no geral, continua mau.
Fico aqui, parado, dançando com o asfalto e olhando pela janela. Olha como ela se parece com ela. Sim, aquela moça que me olha. Tem dó ou quer me levar pra lá. Eu já perdoei, fui perdoado e cansei de misericórdia. Dá um sorriso, pelo menos, e vai embora. Não importa qual time ganha a Copa. Tudo já foi. Agora só quero ir pra casa e guardar seu olhar, me trancar até esquecer. Outro dia, saio, não me custa. Agora, sobra juízo: tenho tudo que quero, mas não tudo que preciso.
1 de setembro de 2010
PRIMEIRO DE SETEMBRO ALVINEGRO
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"Vamos, garotão, capricha que o placar não é teu. Eu faço fé nesta cabecinha, garotão Zé Maria!
"Vamos, garotão, capricha que o placar não é teu. Eu faço fé nesta cabecinha, garotão Zé Maria!
Está autorizado, vai chover lá dentro da boca da botija. Barreira com dois homens. Correndo pro pedaço Zé Maria, confusão na boca do gol, tentou Basílio de cabeça, volta pra Vaguinho, chuta, na trave, tentou Vladimir, bateu no zagueiro, entrou Basílio e que goooooooooooool!
Coringão na frente, olha o espetáculo, olha a emoção e a motivação! Olha a festa do Brasil!
Você enche de lágrimas os olhos deste povo, você enche de felicidade o coração desta gente, Corinthians!
O grito sufocado de um povo, o grito do fundo do coração de um torcedor, depois de 20 anos a Fiel está explodindo. 22, 23, numa centena de anos, na cabeça do povo, tumultuando o meu povo, o Corinthians vira a explosão, vira o maior espetáculo no território brasileiro.
Você acima de tudo é a alma deste povo, Corinthians!
Você freia o funcionamento normal da razão: só deixamos fluir a emoção, a gente vai se envolvendo….vendo…..volvendo…envolvendo, quando vê está envolvido, Corinthians!
Hoje a cidade é do povo, tem que ter festa alvinegra! Hoje é o verdadeiro dia do povo, festa do povo!
Basílio no pedaço, Basílio, 37 do segundo tempo, doce mistério da vida este Corinthians, inexplicável Corinthians, que vai buscar alegria no fundo da alma do povo, numa arrancada dududududuperu do ataque alvinegro!”
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